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Com quase 60 mi de sacas, Brasil terá a maior produção de café da história

O Brasil terá a maior produção de café da sua história. É o que confirma o 3º levantamento da safra 2018, divulgado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), em setembro.

A quantidade total deve ficar em 59,9 milhões de sacas beneficiadas de 60 quilos – o que representa um crescimento de 33,2% em relação à safra passada, que alcançou 45 milhões. Em 2016, a produção foi de 51,4 milhões e foi considerada, até então, a maior safra do grão no país.

Da totalidade estimada (60 mi), quase 50 milhões de sacas são do café arábica, que teve um aumento de 34,1%. Já o tipo conilon deverá alcançar o número de 14 milhões – um aumento de 30,3%.

De acordo com o estudo, os bons resultados se devem à alta bienalidade (diferencial produtivo), às condições climáticas favoráveis e à melhoria do pacote tecnológico, sobretudo de variedades mais produtivas.

Cafés especiais

A produção de cafés especiais também tem avançado no país. O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) estima que 20% da plantação nacional, em 2017, tenha sido deste segmento, que cresceu 20% nos últimos cinco anos.

Um estudo da Euromonitor, encomendado pela BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais), estimou que o mercado cresceu outros 21% no ano passado, alcançando 592 mil sacas de café. Para 2018, a consultoria projetou um novo crescimento, de 19%, totalizando 705 mil sacas – entre cafés em grãos, torrado, moído e em cápsulas.

Vale lembrar que, para ser qualificado como especial, o café precisa atender diversos critérios, entre eles aroma, uniformidade, doçura, sabor, acidez, corpo, finalização, harmonia e ausência de defeitos, como grãos pretos, quebrados e verdes.

Há, também, uma análise geral, feita pelo classificador. Além disso, é necessário ter nota igual ou superior a 80 pontos na escala da SCA (Spealtiy Coffee Association), que vai de zero a 100 pontos. Só entram na categoria os grãos da espécie arábica.

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